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Distribuição automática de leads para corretores
Numa imobiliária, lead que chega e não tem dono é lead que esfria. A distribuição manual gera disputa, demora e esquecimento. A distribuição automática resolve: o lead certo cai no corretor certo, na hora, com contexto.
O problema da distribuição manual
- Demora: alguém precisa ver e repassar — o lead espera.
- Disputa: o lead "bom" vira briga; o "chato" fica sem dono.
- Sem contexto: o corretor recebe um número, não uma conversa.
Como a IA distribui melhor
Com a IA fazendo o primeiro atendimento, a distribuição acontece depois da qualificação — então o corretor recebe um lead já quente, com perfil e histórico. A regra de distribuição pode ser justa (rodízio), por especialidade ou por região, e o repasse é imediato.
Distribuir rápido e com contexto é o que transforma volume de lead em visita marcada — sem corretor brigando por fila.
Os 4 modelos de regra (e quando usar cada um)
- Rodízio (round-robin): cada lead vai para o próximo da fila. Justo e simples — o padrão certo para a maioria das equipes. Elimina a percepção de favoritismo, que é o que mais corrói equipe comercial.
- Por região: o corretor que domina o bairro atende o lead daquele bairro. Conversão melhor em operações com territórios definidos; exige volume para não desequilibrar a fila.
- Por especialidade: lançamento, alto padrão, locação. Funciona quando os perfis são realmente distintos — não como desculpa para o sênior ficar com tudo.
- Por carga: considera quantos leads ativos cada corretor já tem. Evita o cenário clássico: o corretor estrela com 94% de ocupação enquanto os demais têm 30% — e o lead novo esperando na fila do ocupado.
Na prática, o melhor resultado costuma ser rodízio com trava de carga: fila justa, mas ninguém recebe lead novo se está estourado.
A regra sozinha não basta: precisa de SLA
Distribuir não é entregar. O que acontece se o corretor da vez não responde em 1 hora? Sem resposta para essa pergunta, a distribuição automática só automatiza o abandono. O ciclo completo:
- Lead qualificado é atribuído ao corretor (regra da operação).
- Corretor é notificado na hora — idealmente no próprio WhatsApp, sem precisar abrir sistema.
- SLA rodando: sem ação do corretor em X tempo, o lead é avisado de que segue sendo atendido e o gestor é alertado.
- Persistindo, o lead é escalado — outro corretor ou o gestor assume. Lead nunca largado.
Métricas para acompanhar
- Tempo atribuição → primeira ação do corretor (o speed-to-lead interno).
- Taxa de visita por corretor com leads equivalentes — agora comparável, porque a régua de entrada é a mesma.
- Leads escalados por SLA — termômetro de capacidade ou de disciplina da equipe.
- Equilíbrio de carga — desvio entre o corretor mais e menos ocupado.
O que uma boa distribuição entrega
- Repasse imediato, sem lead parado.
- Regra transparente e justa entre a equipe.
- Histórico completo da conversa junto do lead.
- Privacidade: cada corretor vê os próprios leads; o gestor vê tudo.
Perguntas frequentes
Qual a melhor regra de distribuição de leads?
Para a maioria das equipes, rodízio com trava de carga: fila justa entre corretores, mas ninguém sobrecarregado recebe lead novo. Regras por região ou especialidade fazem sentido quando esses recortes são reais na operação.
E se o corretor não atender o lead distribuído?
É para isso que existe SLA: sem ação em um prazo definido, o lead é avisado, o gestor alertado e, persistindo, o lead escalado para outro corretor. Distribuição sem SLA só automatiza o abandono.
Distribuir antes ou depois de qualificar?
Depois. Distribuir lead cru desperdiça o tempo do corretor com curiosos. Com a IA qualificando primeiro, o corretor recebe lead quente, com perfil e histórico — e a régua fica igual para toda a equipe.
